quarta-feira, 15 de outubro de 2014

All about us



O teu sorriso é espetacular. É daqueles que tu quer ter sempre na tua vida, sabe? Porque o teu sorriso, ah meu bem, ele muda tudo. Acordar e ver que tu ta me olhando, abraçado em mim, quero isso todo dia. Quero beijo de manhã cedo, sem precisar me importar se acordei toda bagunçada, quero dormir tarde e não me importar com isso porque tava contigo. Escutar as nossas músicas enquanto a gente se beija e ai tu passa a mão pelo meu corpo, bem lentamente, pra dizer nosso velho clichê "eu te amo, não vivo sem você".
Quero estragar mais uma centena de músicas com você, quero beber e deitar no seu colo, pra tu lidar comigo como preferir. Posso morar no teu abraço, que é o único que me faz sentir segura. Tua presença me acalma, e quando tu rouba beijo meu e me faz rir que nem uma babaca, me sinto mais perto do que eu chamaria de paz.
Teu calor emanando, me segurando pra dançar mais perto de ti. O que me fez me entregar de vez talvez tenha sido o jeito como tu tira meu cabelo pro lado, como me pega, ou talvez como tu me olha. Eu gosto até do teu jeito de fumar, o jeito de tu andar em círculo quando ta pensativo, o teu perfume bom (o seu próprio, não o do frasco; aquele cheirinho doce que só você tem), teu corpo gelado do banho, com algumas gotas ainda pingando pelo chão, e como tu não consegue ficar 2 minutos do mesmo jeito quando deita.
O jeito que tu me fez mudar meu conceito sobre muitas coisas e começar a pensar diferente sobre elas, sentir até confortável com grandes mudanças e não ligar simplesmente porque te tenho ao meu lado, segurando a barra junto. O modo que tu cuida de mim. O jeito que tu me pega pela mão na rua e sai correndo. A forma que tu me salvou de mim mesma e como eu te salvei de ti mesmo. O jeito que a gente se ama.
Sabe?
Eu quero isso todos os dias, mesmo que isso signifique um longo tempo.

Por que para sempre é um longo tempo, mas eu não me importaria de passar ao seu lado. Diga-me que todos os dias eu acordaria com aquele sorriso. Eu não me importaria nem um pouco.

never?



"Você acha que o nosso amor pode fazer milagres? - Eu acho que o nosso amor pode fazer tudo aquilo que quisermos. É isso que te traz de volta pra mim o tempo todo."



Jéssica Bett.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

{1m}


Ter a chance de estar ao lado sem estar ao lado de alguém é meio engraçado. Sabe, essa coisa de relacionamento à distância pode te deixar maluco mas ao mesmo tempo pode te fazer bem também, principalmente se nem você se aguenta as vezes e sente que é melhor que não tenha ninguém por perto, mesmo tendo alguém por perto. Da pra entender? É só que hoje eu sou grata por ficar maluca de ciúme quando ele sai de casa no final de semana e volta tarde, grata por que eu vejo os sorrisos dele e os surtos, e pela ligação de 'amor me ajuda a escolher a cor da calça'. Sou grata por que uma vez eu acreditava que essa 'coisa' de relacionamentos à distância não funcionava, e hoje eu posso provar exatamente ao contrário.
E daqui a dois dias o mundo é todo nosso.


Musica de hoje.

Jéssica Bett.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sobre amar alguém.



Chegou bagunçando tudo, entrou sem dizer nada, não pediu licença e também não quis sair quando quis te tirar daqui.
Dizer que me apaixonei desde o começo, desde a primeira vez que ouvi a sua voz é algo que é bem óbvio até, o problema foi quando comecei a amar tudo em ti, desde o seu riso, até seu lado mais sombrio, que tu me deixou ver. Eu não quero mais tentar fugir, não quero mais tentar fingir que não sinto nada. A verdade é que se eu te mudei, tu me mudou muito mais. Tirou os meus medos como ninguém conseguiu até hoje, me pegou pela mão, saiu andando assim sem pedir permissão e levou para o céu. Destruiu tudo o que eu achava que era meta, que era certo, me virou do avesso, me desconstruiu inteira, me fez perceber o quanto é bom me sentir viva.
Andamos no mesmo ritmo, ouvimos as mesmas coisas, sonhamos igual, nos damos perfeitamente bem, brigamos perfeitamente bem.
O jeito como tu me olha atrás dos óculos escuros, o jeito como segura minha mão, o jeito como tenta controlar ciume, como tenta cuidar de mim. O jeito com que você disse entre beijos que me ama, que por mais que estivesse fazendo tudo errado queria tentar. O jeito com que me olha com urgência, como me faz sentir urgência. E como tu é idiota, e como tu me deixa idiota. Como tu resolve tudo e tá sempre aqui pra mim. Como tu surta, como tu me acalma, como tu me faz com uma música ficar boba o dia inteiro, sorrindo como se tivesse ganhado o mundo. E eu ganhei, ganhei o teu.

Não some. Fica. Não me deixa nunca mais. Fica.


Só queria te dizer que tu fica lindo de azul.


Música de hoje.


Jéssica Bett.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Namore uma garota que lê.



Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro. Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, e.e. cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico

Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

Jéssica Bett.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

I bet you look good on the dance floor



Você estava lá sentada, vestida de preto, tule. Aquela maquiagem feita com a raiva de quem não queria estar no baile e foi arrancada da frente da televisão por algum motivo totalmente inexplicável. Cabelo jogado de lado, de qualquer jeito, bonita.
"Ele não vai aparecer idiota, pare de se preocupar", você pensou um milhão de vezes, mas nada explicava as unhas recém roídas. "Não tenho mais 15 anos, não sou uma princesa à espera, quero ir pra casa e acabar com isso", e mesmo assim não se moveu um palmo da cadeira. Dor, o sapato era um número menor, comprado há muito tempo atrás para um casamento qualquer, dor.
Teve a petulância de ser linda e de estar irritada ao mesmo tempo, "é agora, eu vou sumir daqui", levantou, voltou, sentou. Tive a impressão que iria desabar.

Quando o príncipe finalmente apareceu, virou as costas, tirou os sapatos com glitter, atirou em qualquer canto e veio dançar comigo.

Jéssica Bett.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Por que eu?



Sei que na maioria das vezes as pessoas se perguntam "por que não eu?", e que isso pode ter um milhão de respostas e mais ainda interpretações. Para se ter uma ideia existem músicas que falam disso por ai, sobre essas questões atemporais.

Mas eu? Bem, acho que isso soa meio egoísta no final das contas mas, nunca me fiz essa questão, embora hoje em dia é que eu tenha descoberto o por que. E ai você deve estar angustiado pensando se vou contar o que foi que aconteceu na minha vida mas, infelizmente ou felizmente, não vou. Não gosto mais de drama, isso não combina mais comigo. Ao invés disso vou te dizer: Por que eu e não você.

Eu durmo a maior parte do meu tempo, pinto meus cabelos, fumo pendurada na janela e gosto de falar sozinha; Coleciono livros que ninguém pode tocar, fiz minhas próprias prateleiras e pendurei no coração. Vez ou outra, e é bem raro, eu desço as escadas do meu apartamento para ir ao mercado, de pijama mesmo, comprar jujubas, para depois parar no caminho e comer todas antes de chegar em casa.
Tatuei um dragão na perna e uma âncora no calcanhar. A muito tempo atrás me recusei a afundar e nem sei onde é que isso tudo entrou na minha vida. Uso chapéu, e dai? Jaqueta jeans, e o que mais eu quiser mesmo que não faça sentido, ninguém se importa aqui, muito menos eu.

E então, será que deu para entender por qual razão é que fui eu a escolhida? Eu acho que não, eu mesma demorei uns bons 6 anos para poder descobrir, mas também tanto faz. Eu acho.


Jéssica Bett.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Contando dinheiro.


Gosto de ouvir meu pai contar dinheiro baixinho, não por que é dinheiro se é que você me entende, é só por  ouvir ele falando baixinho.
Desde pequena sempre gostava de ver ele contar dinheiro por que ai eu podia ouvir o contamento todo, e assim entrava lá no mundo da lua. Ouvir ele falar baixinho qualquer tipo de coisa é legal, aqui em casa a gente sempre grita, então é algo diferente de se ouvir.
Acho que é por isso que gosto de ouvir qualquer pessoa falando qualquer coisa baixinho. Gente rezando, contanto fofoca. É legal por que ai você percebe a simplicidade das coisas, o quanto não precisa de todos aqueles sons de carro, de música, de construção para ser feliz.

É só ouvir o pai contando dinheiro bem baixinho todo concentrado na mesa da cozinha.


Jéssica Bett.